A Crisma, ou Confirmação, marca o momento em que o católico reafirma, já com maior consciência, os compromissos assumidos no Batismo. Diferente da Primeira Comunhão, geralmente vivida na infância, a Crisma costuma acontecer na adolescência ou já na vida adulta — o que muda o tom do presente ideal. Não cabem mais brinquedos ou lembrancinhas infantis: o momento pede algo que reconheça o amadurecimento espiritual de quem está sendo crismado, e poucos objetos comunicam isso tão bem quanto um quadro da Santa Ceia.
A cena retratada — Jesus reunido à mesa com os apóstolos, instituindo a Eucaristia — remete diretamente à vida sacramental que a Crisma vem selar. É um presente que caminha ao lado da pessoa, seja ela um adolescente recebendo o crisma junto à turma da catequese, seja um adulto que decidiu completar sua iniciação cristã depois de anos de espera.
"A Crisma não é o fim de uma preparação, mas a confirmação de uma escolha. Um quadro da Santa Ceia na parede lembra, todos os dias, o compromisso que foi renovado diante do altar."
Por que a Santa Ceia representa esse momento
A Crisma é chamada de sacramento da maturidade cristã justamente porque exige do crismando uma adesão pessoal e consciente à fé recebida ainda criança pelos pais e padrinhos. A cena da Santa Ceia, com seus doze apóstolos reunidos em torno de Cristo, ilustra bem essa ideia de comunidade que caminha junto na fé — cada apóstolo com sua própria história, mas unidos pelo mesmo chamado. É essa mesma dinâmica que o crismando passa a viver de forma mais ativa dentro da Igreja depois da cerimônia.
Padrinhos de Crisma, pais e catequistas costumam ser quem mais procura esse tipo de presente. Diferente de um terço ou uma Bíblia — presentes tradicionais, mas de uso pessoal e muitas vezes guardados — um quadro fica exposto na casa, servindo de lembrança visível não só para o crismando, mas para toda a família que convive com ele.
- — Padrinhos e madrinhas de Crisma — que assumem o papel de guiar espiritualmente o crismando e buscam um presente à altura desse compromisso.
- — Pais — que veem na Crisma a conclusão de um ciclo iniciado no Batismo e desejam marcar a data com uma peça permanente.
- — Catequistas e párocos — que costumam presentear turmas inteiras ao final de um longo percurso de preparação.
- — O próprio crismando adulto — que, ao completar a iniciação cristã já na vida adulta, escolhe presentear a si mesmo com uma peça para o novo lar ou o quarto.
Como escolher o modelo certo
Por se tratar de um público mais velho que o da Primeira Comunhão, presentes de Crisma pedem modelos com um tom mais sóbrio. As edições clássica e vitral costumam ser as preferidas, por trazerem uma leitura mais contemplativa da cena, sem os tons excessivamente vivos que agradam mais às crianças. Já em termos de tamanho, peças entre 70 e 100 cm de largura funcionam bem tanto para o quarto de um adolescente quanto para a sala de um adulto que está montando sua própria casa.
O diferencial que realmente marca a peça, no entanto, é a moldura de madeira de demolição. Cada moldura vem de madeira retirada de construções antigas — vigas, portas, assoalhos — que carregam veios, nós e marcas de tempo que nenhuma moldura nova reproduz. Há um paralelo interessante com o próprio sacramento: madeira que já teve uma vida, resgatada e transformada em algo novo, assim como a Crisma marca a renovação de um compromisso de fé assumido anos antes.
É comum acompanhar o presente com um pequeno cartão trazendo o nome do crismando, o nome escolhido para a Crisma e a data da cerimônia. Junto com o quadro na parede, esse detalhe simples transforma o presente em um registro permanente de um dos marcos mais importantes da vida cristã de alguém.
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